Traduzido das tábuas escritas no século IV a.c. por Sun Tzu, um dos generais mais influentes da China em um período bélico muito importante para a história do pais.
Embora valha a pena, não vou entrar no detalhe histórico do livro, o importante e surpreendente é constatar como um livro escrito a tanto tempo (mais de 2,4 mil anos) possui ensinamentos tão aplicáveis a vida ainda nos tempos atuais.
Como um grande fã desta leitura, vejo o mesmo como uma bíblia de postura e ensinamentos aplicáveis em vários aspectos da Vida, principalmente corporativa.
A Arte da Guerra oferece uma visão universal sobre conflitos, liderança, sabedoria em momentos críticos e postura.
Na constante de um novo gerente, um dos principais desafios é lidar com a pressão dos erros. Erros que muitas vezes são resultado de má informação por seu executor, falta de comprometimento, falta de foco no que realmente interessa para a empresa ou situação, etc.
E a pergunta que devemos nos fazer é, como assumir este erro e resolvê-lo sem apontar culpados?
Muito é dito sobre como motivar a equipe, como treinar, como aumentar a responsabilidade, etc. Mas é fato que, erros irão acontecer.
Um gerente é um general e tudo que é executado pelo seu time é sua responsabilidade. Apontar os culpados traz muito além dos aspectos humanos de desconforto que a ação causa, demonstra uma dupla falha de caráter e consequentemente de gestão. Uma pessoa que não se sustenta perante a pressão e busca a evasiva posição de culpar algo externo.
Em muitos casos as pessoas que executaram as tarefas não cometeram nenhum erro, apenas seguiram ordens que lhes foram passadas e este é o ponto mais precioso da gestão. Saber passar a mensagem.
Para que a mensagem (entendemos como atividade) sejam entregues corretamente, não basta repassarmos como chegam a nós, é muito importante nos certificarmos de que a pessoa que a recebe compreende seu grau de importância, os efeitos esperados, como seu trabalho será medido e como esta pessoa é importante no processo como um todo.
O receio em assumir erros e este receio pode escurecer suas habilidades mais geniais. Uma das maneiras como esta dificuldade pode ser superada é o próprio gerente assumir funções do nível de seu subordinado, principalmente aquelas que ninguém queira realizar. Para realizar esta ele precisará de ajuda e ao mesmo poderá contribuir com sua experiência. Sem a "aparência" de superioridade perante seu time, ele contará com o respeito de todos, que ao mesmo tempo saberá que ele entende a dificuldade do que lhes é pedido.
Independente da solução adotada é necessário entender que a posição de liderança não consiste em subjugar ou apontar falhas. Ela consiste em liderar no sentido mais eficiente da palavra, de forma que todos ao seu redor o reconheçam validamente como lider.
Assumir os próprios erros e do time tem o efeito muito diferente do que é imaginado por quem tem receio de fazê-lo. Seus superiores quando lidam com alguém que assume as falhas até podem repreender a falha, o que é mais do que natural, mas certamente terão a certeza de que podem sempre contar com a sinceridade deste gestor. Outro aspecto muito importante é que assumindo as falhas como sendo do departamento, temos o apoio necessário para corrigi-las.
Algumas máximas para refletir:
"O exercito defende o general que os defende."
"Aquele que se defende apontando falhas de outros, demonstra sua própria fraqueza".
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