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quinta-feira, 17 de junho de 2010

Na Arte da Guerra, como encarar os erros

Um livro que precisa ser lido por todos, principalmente aqueles que iniciam nas atividades de liderança é a Arter da Guerra, versão de Sun Tzu.
Traduzido das tábuas escritas no século IV a.c. por Sun Tzu, um dos generais mais influentes da China em um período bélico muito importante para a história do pais.
Embora valha a pena, não vou entrar no detalhe histórico do livro, o importante e surpreendente é constatar como um livro escrito a tanto tempo (mais de 2,4 mil anos) possui ensinamentos tão aplicáveis a vida ainda nos tempos atuais.
Como um grande fã desta leitura, vejo o mesmo como uma bíblia de postura e ensinamentos aplicáveis em vários aspectos da Vida, principalmente corporativa.
A Arte da Guerra oferece uma visão universal sobre conflitos, liderança, sabedoria em momentos críticos e postura.


Na constante de um novo gerente, um dos principais desafios é lidar com a pressão dos erros. Erros que muitas vezes são resultado de má informação por seu executor, falta de comprometimento, falta de foco no que realmente interessa para a empresa ou situação, etc.


E a pergunta que devemos nos fazer é, como assumir este erro e resolvê-lo sem apontar culpados?
Muito é dito sobre como motivar a equipe, como treinar, como aumentar a responsabilidade, etc. Mas é fato que, erros irão acontecer.


Um gerente é um general e tudo que é executado pelo seu time é sua responsabilidade. Apontar os culpados traz muito além dos aspectos humanos de desconforto que a ação causa, demonstra uma dupla falha de caráter e consequentemente de gestão. Uma pessoa que não se sustenta perante a pressão e busca a evasiva posição de culpar algo externo.


Em muitos casos as pessoas que executaram as tarefas não cometeram nenhum erro, apenas seguiram ordens que lhes foram passadas e este é o ponto mais precioso da gestão. Saber passar a mensagem.
Para que a mensagem (entendemos como atividade) sejam entregues corretamente, não basta repassarmos como chegam a nós, é muito importante nos certificarmos de que a pessoa que a recebe compreende seu grau de importância, os efeitos esperados, como seu trabalho será medido e como esta pessoa é importante no processo como um todo.

O receio em assumir erros e este receio pode escurecer suas habilidades mais geniais. Uma das maneiras como esta dificuldade pode ser superada é o próprio gerente assumir funções do nível de seu subordinado, principalmente aquelas que ninguém queira realizar. Para realizar esta ele precisará de ajuda e ao mesmo poderá contribuir com sua experiência. Sem a "aparência" de superioridade perante seu time, ele contará com o respeito de todos, que ao mesmo tempo saberá que ele entende a dificuldade do que lhes é pedido. 
Independente da solução adotada é necessário entender que a posição de liderança não consiste em subjugar ou apontar falhas. Ela consiste em liderar no sentido mais eficiente da palavra, de forma que todos ao seu redor o reconheçam validamente como lider.


Assumir os próprios erros e do time tem o efeito muito diferente do que é imaginado por quem tem receio de fazê-lo. Seus superiores quando lidam com alguém que assume as falhas até podem repreender a falha, o que é mais do que natural, mas certamente terão a certeza de que podem sempre contar com a sinceridade deste gestor. Outro aspecto muito importante é que assumindo as falhas como sendo do departamento, temos o apoio necessário para corrigi-las.


Algumas máximas para refletir:
"O exercito defende o general que os defende."
"Aquele que se defende apontando falhas de outros, demonstra sua própria fraqueza".





Leitura recomendada: 

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